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07/08/2024

DIÁRIO DA VIAGEM À GRÉCIA (7)

 

PARTE 07


Dias 07, 08, 09 e 10 de maio/2024 (retornando de Rhodes a Atenas; visita ao cabo Sounio onde há o templo de Poseidon e almoço de páscoa;  city tour em Atenas com visita à Acrópole e Museu Nacional; últimas compras em Atenas; traslado ao aeroporto e retorno ao Brasil)


Templo de Poseidon

O voo de Rhodes a Atenas foi bem rápido e tranquilo. Chegando em Atenas, após o desembarque  ficamos esperando no aeroporto por algum tempo  a van do transfer  para o hotel. Na hora da retirada das malas  da esteira,  fui antes pegar o carrinho para colocar  a  bagagem.  Ao retirar uma bolsinha porta níquel da minha carteira para fazer o pagamento do uso do carrinho, não vi quando a pequena bolsa caiu.

Quando estava com a Conceição perto da esteira de bagagem, um moço  grego que passava ali,  ao verificar que estávamos falando português nos perguntou em inglês se alguma de nós havia perdido uma bolsinha nas proximidades do local onde estavam os carrinhos de bagagem, pois ele havia encontrado um porta níquel com “brazilian money” (assim ele falou) nesse local. Lembrei que havia retirado o carrinho de bagagens  momentos antes e na pequena bolsa, além de alguns Euros em moedas, eu havia colocado uma nota de cem Reais bem dobradinha, para que não ficasse misturada com as notas de Euro na minha carteira de cédulas.

Ao verificar que a bolsinha não  estava dentro da carteira, respondi ao moço grego que eu havia perdido um porta níquel onde havia cem Reais  e algumas moedas em Euro. Ele, por sua vez, informou ter entregue a bolsinha no setor da Polícia de Atenas ali perto. Eu e Conceição fomos até o setor de  polícia e consegui resgatar o porta níquel. 

Na ocasião o policial me fez preencher um formulário, pediu a apresentação do meu passaporte e fez algumas perguntas, entre as quais o valor da cédula de Real que estava no porta níquel. Eu respondi às perguntas formuladas e ele ficou satisfeito, entregando-me a bolsinha.  Agradeci ao moço grego que encontrou o porta níquel  e aos policiais da Polícia de Atenas. Conceição foi bastante solícita e me ajudou nas conversas com os policiais, pois fala inglês com mais fluência.

Nessa viagem sempre acontecia isso, quando eu perdia algum objeto alguém encontrava e me devolvia. O caso da bolsinha foi o mais  inusitado, pois em um aeroporto tão grande como o de Atenas, um grego desconhecido encontra uma bolsa minúscula e no meio de tantos passageiros foi ao nosso encontro por perceber que éramos do Brasil, informando ter encontrado uma bolsinha contendo “brazilian money"”. 

Por fim a van do transfer chegou no aeroporto  e  fizemos o  check in  no  hotel em  Atenas no início da tarde, Após,  fomos almoçar em um restaurante próximo ao hotel e  depois  fizemos  um breve passeio nas imediações. 

No dia seguinte  fomos conhecer  o Cabo Sounio, lugar onde  encontra-se o Templo de Poseidon, o deus dos mares na mitologia grega e Netuno para os romanos.  No local há um sítio arqueológico com as ruínas  do antigo templo de Poseidon, com uma bonita vista do mar Egeu. 


No templo de Poseidon
 

Depois desse passeio  fomos almoçar em companhia da  simpática representante da agência de turismo, a grega Joy, que trazia uma cesta de ovos de páscoa para distribuir a todos na hora do almoço, pois  aquele dia  era da semana de Páscoa. Os ovos eram de verdade, porém pintados de vermelho, estavam cozidos e foram servidos no almoço como entrada. Achei muito interessante o fato de ser ovo de verdade e pintado de vermelho, uma tradição um pouco diferente do Brasil onde geralmente os ovos de páscoa são  de  fantasia, feitos  com  chocolate.

O almoço foi muito agradável,  o grupo reunido para  comemorar   a páscoa.  De forma simbólica os ovos que Joy distribuiu   serviram como entrada    no delicioso almoço  e  aproveitamos para   fazer uma foto  do grupo.  Vale     ressaltar,  como dito anteriormente,  que os gregos  seguem  o   calendário  juliano  no  período  da páscoa,  enquanto no Brasil é  o  calendário gregoriano. 


Foto no local do almoço de Páscoa  com Joy no centro trazendo a cesta de ovos

Faço aqui um parêntese para reproduzir um texto que escrevi no outro blog (BLOG LEGAL) sobre o significado da Páscoa:


PESACH



Origem e Significados da Páscoa
As origens do termo


"A Páscoa é uma das datas comemorativas mais importantes entre as culturas ocidentais. A origem desta comemoração remonta muitos séculos atrás. O termo “Páscoa” tem uma origem religiosa que vem do latim Pascae. Na Grécia Antiga, este termo também é encontrado como Paska, porém sua origem mais remota é entre os hebreus, onde aparece o termo Pesach, cujo significado é passagem.

Entre as civilizações antigas

Historiadores encontraram informações que levam a concluir que uma festa de passagem era comemorada entre povos europeus há milhares de anos atrás. Principalmente na região do Mediterrâneo, algumas sociedades, entre elas a grega, festejavam a passagem do inverno para a primavera, durante o mês de março. Geralmente, esta festa era realizada na primeira lua cheia da época das flores. Entre os povos da antiguidade, o fim do inverno e o começo da primavera era de extrema importância, pois estava ligado a maiores chances de sobrevivência em função do rigoroso inverno que castigava a Europa, dificultando a produção de alimentos.

A Páscoa Judaica

Entre os judeus, esta data assume um significado muito importante, pois marca o êxodo deste povo do Egito, por volta de 1250 a.C, onde foram aprisionados pelos faraós durante vários anos. Esta história encontra-se no Velho Testamento da Bíblia, no livro Êxodo. A Páscoa Judaica também está relacionada com a passagem dos hebreus pelo Mar Vermelho, onde liderados por Moisés, fugiram do Egito.

Nesta data, os judeus fazem e comem o matzá (pão sem fermento) para lembrar a rápida fuga do Egito, quando não sobrou tempo para fermentar o pão.

A Páscoa entre os cristãos

Entre os primeiros cristãos, esta data celebrava a ressurreição de Jesus Cristo,quando, após a morte, sua alma voltou a se unir ao seu corpo. O festejo era realizado no domingo seguinte a lua cheia posterior ao equinócio da Primavera (21 de março).

Entre os cristãos, a semana anterior à Páscoa é considerada como Semana Santa. Esta semana tem início no Domingo de Ramos que marca a entrada de Jesus na cidade de Jerusalém.

A História do coelhinho da Páscoa e os ovos

A figura do coelho está simbolicamente relacionada a esta data comemorativa, pois este animal representa a fertilidade. O coelho se reproduz rapidamente e em grandes quantidades. Entre os povos da antiguidade, a fertilidade era sinônimo de preservação da espécie e melhores condições de vida, numa época onde o índice de mortalidade era altíssimo. No Egito Antigo, por exemplo, o coelho representava o nascimento e a esperança de novas vidas.

Mas o que a reprodução tem a ver com os significados religiosos da Páscoa? Tanto no significado judeu quanto no cristão, esta data relaciona-se com a esperança de uma vida nova, de transformação e de renascimento. Já os ovos de Páscoa (de chocolate, enfeites, jóias), também estão neste contexto da fertilidade e vida. (Fonte de pesquisa: Sua Pesquisa Com . Fonte da imagem aqui ) ”. ( Texto transcrito do BLOG LEGAL )


Prosseguindo ao relato do passeio desse dia, após o almoço de páscoa retornamos ao hotel e  a  noite foi livre. No dia seguinte fizemos o city tour que estava programado para o primeiro dia em Atenas, sendo adiado para esse dia como mencionado anteriormente. Visitamos primeiro a Acrópole, que significa literalmente “Cidade Alta", situada em uma colina rochosa de topo plano que se ergue a 165 metros acima do nível da cidade. É o ponto turístico mais emblemático de Atenas, onde existe um extraordinário conjunto arqueológico com as ruínas de monumentos de suma importância, sendo o principal deles o Partenon, que ainda encontra-se de pé e foi parcialmente restaurado.


Partenon

                                      

Vista da Acrópole


Na Acrópole

A guia do passeio fazia a narrativa em espanhol, porém havia uma multidão de turistas naquele dia e não houve possibilidade de todos acompanharem a narrativa. Nas minhas pesquisas desse dia vi que a Acrópole de Atenas foi construída na administração do célebre estadista Péricles, por volta de 450 a.C,  sendo dedicada a Athena, deusa e padroeira da cidade.

A maior parte dos munumentos da Acrópole estão em ruínas e entre os que ainda se encontram parcialmente de pé estão o Partenon, templo principal; o templo de Athena e o Propiléu, que é o monumental portão de entrada da cidade; o templo de Erecteión, situado à esquerda, já no final da Acrópole, com sua famosa stoà, a tribuna que é sustentada por seis cariátides.

As seis cariátides no Templo de Erecteión

                                                      

Vista do portão de entrada à  Acrópole (Propiléu)



Muitos turistas naquele dia na Acrópole

Os outros edifícios da Acrópole encontram-se muito danificados, pois foram destruídos no período da invasão dos turcos otomanos. A Acrópole de Atenas foi declarada patrimônio mundial pela UNESCO em 1987, em Paris.

Naquele dia a Acrópole estava super movimentada, com uma multidão de turistas e por isso o retorno ao local onde o ônibus estava estacionado demorou alguns minutos. Por fim, depois de enfrentar a fila de saída com uma enorme multidão, chegamos juntas, eu, Conceição e Sandra, no local onde o ônibus do passeio estava estacionado. Na descida da Acrópole, retornando da visita, fiquei um pouco receosa pois não queria ser reclamada caso chegasse no ônibus depois do horário combinado. Conceição me tranquilizou informando que ainda faltavam alguns minutos do horário agendado pela guia do passeio e chegamos antes da hora recomendada. No local estavam  Arnaldo e Rosy, enquanto os demais do grupo chegaram alguns minutos depois.

Continuando o  city tour visitamos o estádio onde aconteceu a primeira olimpíada dos tempos modernos, em uma rápida passagem somente para registrar a visita com algumas fotos. O dia estava muito ensolado e como de costume o boné era um acessório  muito útil. Vendo todas as fotos  verifico  que abusei do boné nessa viagem.  Os  passeios sempre ao ar livre, com caminhadas  e o sol batendo no rosto. Portanto usava boné para  proteger o rosto do sol. Como gosto de fazer trilhas junto à natureza tenho hábito de usar boné quando faço caminhadas  e  por isso aumentei minha coleção nessa viagem.


Alguns bonés  da minha coleção  adquiridos na Grécia


No estádio onde aconteceu a primeira olímpiada dos tempos modernos


Conceição, Sandra e eu em frente ao Museu Nacional de Atenas

                                             

Em seguida fomos ao Museu  Arqueológico Nacional, no centro de Atenas,  um dos mais importantes museus de antiguidades do mundo, com uma vasta coleção de artefatos e obras de arte  da civilizaçao grega desde os seus primórdios até o  período de influência da cultura romana. Depois fomos almoçar em um restaurante nas proximidades do museu.


Parte moderna de  Atenas 

Em frente ao Museu Arqueológico Nacional 


Peças arqueológicas do Museu Nacional 

     
O deus Apollo  e a deusa Afrodite (Museu Nacional)


   

No centro de Atenas após a visita  ao  Museu Nacional


Retornamos ao hotel após o almoço e no percurso do retorno fotografei uma obra de arte de rua (grafitismo),  que  chamou minha atenção na parede  de um prédio.  No grafite estava  desenhado  o rosto de uma mulher sendo devorada por um peixe, trazendo na sua cabeça um barquinho como adorno. Achei interessante o grafite e fiquei imaginando o que o artista quis retratar naquela imagem. Sei que peixe simboliza o cristianismo e antes havia pesquisado no google sobre o significado do barco, que simboliza a jornada da vida, a superação dos obstáculos e a proteção divina.

Grafite na parede de um prédio no centro de Atenas

Assim, imaginei se o autor do desenho quis retratar uma  mulher de Atenas  sendo “engolida” pelo conservadorismo da igreja cristã ortodoxa, na sua jornada da vida, cuja fé e proteção divina lhe proporcionava a superação dos obstáculos. Percebi no olhar da mulher do desenho uma grande melancolia. Lembrei da letra de uma composição do Chico Buarque de Holanda, intitulada “Mulheres de Atenas” cujos versos descrevem o modo de vida da ateniense nos tempos antigos, o que ainda hoje tem vestígios na cultura da tradicional família grega, que é tida como conservadora e  patriarcalista. Transcrevo aqui alguns versos da letra de Mulheres de Atenas:


“Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas

Vivem pros seus maridos

Heróis e orgulho de Atenas


Quando amadas se perfumam,

Se banham com leite e arrumam, suas melenas

Quando fustigadas não choram

Pedem de joelho imploram

Mais duras penas, cadenas


Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas

Sofrem por seus maridos, poder e força de Atenas

Quando eles embarcam soldados

Elas tecem longos bordados, mil quarentenas


E quando eles voltam sedentos

Querem arrancar violentos

Carícias plenas, obscenas


Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas

Despem-se pros seus maridos, bravos guerreiros de Atenas

Quando eles se entopem de vinho

Procuram buscar o carinho

De outras falenas


Mas no fim da tarde aos pedaços

Quase sempre voltam pros braços

De suas pequenas, Helenas


Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas

Geram pros seus maridos os novos filhos de Atenas

Elas não têm gosto ou vontade

Nem defeitos nem qualidades

Têm medo apenas


Não tem sonhos só tem presságios

O seu homem, mares, naufrágios

Lindas sirenas, morenas


Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas

Temem por seus maridos

Heróis e amantes de Atenas “

(...)


O  primeiro verso do refrão   traz uma ironia, na verdade  o poeta quer  dizer que o exemplo de passividade das mulheres atenienses não deve ser seguido. Eu diria que um  melhor exemplo  seria o das mulheres espartanas, as quais eram bem mais independentes e não se submetiam aos desmandos masculinos de forma passiva. Tanto que elas tinham mais direitos do que as atenienses. 

Os arquétipos que mais se adequam para a típica espartana seria das deusas Árthemis e Athena, consideradas deusas virgens,  que são independentes e não se deixam subjugar pelo sistema  social do  patriarcado. Enquanto os árquétipos das mulheres  atenienses da antiguidade  seriam o das deusas Afrodite e  Hera, que são consideradas deusas  mais dependentes de um relacionamento amoroso ou conjugal.  A primeira por ser a sedução uma das suas armas na conquista e por ser dependente dos relacionamentos;  a segunda  por considerar a importância  do compromisso nesses relacionamentos, representando o arquétipo da esposa. 

Retornamos ao hotel após o almoço,  à noite o grupo  reuniu-se no terraço superior do hotel para a despedida, pois no dia seguinte seria nosso retorno ao Brasil. Eu não pude ir por estar indisposta e aproveitei o resto da noite para organizar a bagagem.

Na manhã do dia seguinte,  quando cheguei na recepção do hotel   todos já estavam reunidos  para fazer o check out. Na hora do café da manhã aproveitei para entregar a cada um dos companheiros de viagem uma pequena lembrancinha. Depois fizemos um breve passeio para as últimas compras nas lojas próximas ao hotel, pois o transfer ao aeroporto de alguns do grupo   seria  somente às 12h. Uma parte do grupo seguiu  para o aeroporto nesse horário, enquanto  os demais (eu, Conceição, Sandra e  Eustáquio),  fomos  às 15h, de forma que almoçamos juntos em um restaurante próximo ao hotel. 

Em seguida, no horário previsto, seguimos para o aeroporto em uma van e chegando lá, após colocarmos nossas bagagens nos carrinhos,  saimos à procura dos respectivos portões de embarque. Eu, Conceição e Sandra seguimos para a esquerda em direção ao portão do nosso voo, enquanto Eustáquio seguiu para a direita, pois seu voo era outro, com conexão em Madri. Nessa oportunidade acenamos para ele dizendo que nos encontraríamos em Guarulhos.

9 de maio - saída do hotel no transfer até o aeroporto de Atenas

Esperamos a hora do embarque um bom tempo no aeroporto de Atenas, ocasião em que aproveitei para comprar no Duty Free alguns produtos importados, de maquiagem e perfumaria. Por fim embarcamos para Roma, o voo foi tranquilo. 

Chegando no aeroporto Leonardo da Vinci,  com novo embarque da conexão  em Roma, cujo voo foi  também muito tanquilo. Eu tive a sorte de ficar em um assento sem ninguém nas outras duas  cadeiras no avião. Portanto pude ficar à  vontade, utilizando o espaço das três  poltonas da fileira. 

Chegamos ao Brasil no dia seguinte, 10 de maio, por volta das 8h. No  momento  do desembarque não consegui ver Conceição e Sandra, procurei no local da esteira rolante de recolhimento  da bagagem porém elas não estavam mais ali. Liguei para elas que já estavam aguardando na entrada do aeroporto o transporte para o  transfer ao hotel, pois permaneceriam em São Paulo até o dia seguinte, quando retornariam à cidade de Ourinhos.

Eu tive de procurar  um hotel no próprio aeroporto, pois meu voo para Teresina seria à noite. Escolhi um hotel nas proximidades do terminal de check in da companhia aérea  e fiquei nesse hotel  até o horário de despachar a bagagem, saindo apenas para tomar café e comprar um carregador de celular, pois havia esquecido  no hotel em Atenas. Também saí para o almoço, aproveitando ainda as horas de hospedagem para dormir um pouco,  tomar banho e mudar de roupa. 

No final da tarde  fiz o check out  do hotel em Guarulhos e  segui com o carrinho de bagagem para despachar as malas. Cheguei alguns minutos antes do horário permitido para o despacho e fiquei sentada  aguardando. Quando um senhor portando  um mochilão  se aproximou pedindo ajuda, dizendo que era camioneiro e que havia deixado seu  caminhão no Rio Grande do Sul devido a situação de calamidade em virtude das enchentes  naquele Estado, com as rodovias  interditadas. Ele informou que era de Floriano-PI e estava pedindo ajuda para retornar a sua cidade.  Eu e um senhor que estava próximo demos  uma quantia  em dinheiro  ao pedinte para ajudar na compra da passagem. Depois alguém  falou que  o homem seria um farsante, no entanto  fizemos nossa parte  ajudando alguém que demonstrava estar necessitando. 

Por volta das 18h, no momento em que estava despachando a bagagem,  Eustáquio apareceu no local, ele  havia desembarcado do voo da conexão em Madri alguns minutos antes, pois  o  primeiro voo  atrasou e por isso o outro voo da conexão  foi mudado, motivo pelo qual  ele chegou ao Brasil mais tarde do que o horário previsto. Parece que o "acaso" confirmou minha predição, quando no dia anterior, no aeroporto de Atenas, eu acenei para ele afirmando que nos encontraríamos  em Guarulhos, como realmente  aconteceu. 

Naquela ocasião, após despachar minha bagagem, fui com ele  tomar um cappuccino com pãozinho de queijo em uma lanchonete ali perto, ele tomou só uma garrafinha de  água. Em seguida procuramos no painel de informações os números dos nossos portões de embarque. Por fim encontramos, meu portão era o 209 e o dele 259. Em seguida nos despedimos saindo cada um  em direção  ao respectivo portão de embarque, eu para o voo com destino a Teresina,  e ele para Florianópolis. 



Encontrei rápido o  portão do meu voo,  era  bem próximo do local onde estávamos. Fiquei um bom tempo esperando a hora do embarque, estava ansiosa para chegar em casa e  por isso o tempo estava passando muito lentamente. Por fim embarquei, chegando em Teresina na primeira hora do dia seguinte ao embarque.

Parece que eu fui uma das  últimas do grupo a chegar em casa, pois desembarquei em Teresina por volta de 1h do  dia 11 de maio. Chegando no aeroporto estavam me esperando minha filha e seu namorado. Em casa eles fizeram uma surpresa, quando recebi  flores, um presente (colar semi joia), um pequeno cartaz impresso com algumas fotos da viagem e votos de bom retorno. Fiquei feliz e agradecida com os mimos da família.


Por último, porém não menos importante, aproveito para agradecer a todos do  grupo Grécia 2024, pelo convívio fraterno nos vinte dias da viagem. Em especial ao mentor da viagem  e  líder do grupo, Patounas,  e  à  Joy, da empresa de turismo que nos recebeu tão bem na Grécia. Um abraço em todos e quem sabe possamos algum dia nos reunir novamente, em outra viagem. Só lembrando que "a vida é uma viagem” e nessa viagem carregamos na nossa bagagem as experiências adquiridas na nossa jornada, com seus erros e acertos.                                                                          

Lembro que nosso grupo era muito unido e todos eram solidários. Muitas vezes fui salva por alguns, quando vez ou outra deixava algum objeto dentro do ônibus de turismo  ou em cima de alguma mesa de restaurante, como óculos, fone de ouvido, etc. Sandra também algumas vezes me lembrava de algo do roteiro, assim como Rosy, Conceição e Edna. Regina e a outra integrante foram solidárias comigo, no momento da aparente perda da minha bagagem em Santorini. Arnaldo também sempre muito prestativo e gentil com todos. Portanto nosso grupo foi "the best", pois entre os nove integrantes havia sempre muita solidariedade e cuidados mútuos. 

Espero que nessa viagem à Grécia nossa bagagem tenha sido mais enriquecida, com experiências que nos tornaram pessoas melhores, mais evoluídas, mais bem resolvidas. Dizem que por onde andamos levamos em nós a essência dos lugares que percorremos. E das pessoas que convivemos, podemos levar em nós o melhor que percebemos nelas.

Neste relato da viagem à Grécia em forma de diário, procurei narrar os bons momentos e o que foi por mim experienciado. Mesmo sendo a viagem realizada  em grupo relatei  os fatos conforme  as minhas impressões, deixando de lado aquilo que não acrescenta, sempre procurando focar o bem, o bom e o belo. Procurei nesse relato buscar o ideal grego "kalos kai agathos", o perfeio equilíbrio do bom e do belo, o ideal de virtude que os gregos antigos denominavam "kalokagathia" (clique no link para saber mais sobre isso). 

Depois de tudo que foi dito nessa narrativa, para encerrar só tenho uma palavra, que repito aqui como um mantra:

GRATIDÃO

GRATIDÃO

GRATIDÃO




Tânia Regina Sousa,  em 14 de julho de 2024