PARTE 2
Dias 22 e 23 e 24 de abril/2024 (passeio no centro de Atenas; jantar em restaurante típico de Atenas, com música ao vivo e show; cruzeiro nas ilhas Hydra, Paros e Aegyna).
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Acordei bem cedo no primeiro pernoite no hotel em Atenas, que é bem localizado no centro da capital grega, em uma zona de muitas lojas e boa gastronomia. O Hotel Crystal City está situado ao lado da estação de metrô Metaxourghio, oferecendo fácil acesso a atrações como a Acrópole e conta com um terraço no 7º andar (Roof Garden) com vista panorâmica da cidade e do Parthenon.
O passeio previsto para esse dia no roteiro da viagem seria um city tour, com visitas a Acrópole, Museu Nacional e estádio onde aconteceu a primeira olimpíada dos tempos modernos. Esperamos por alguns minutos no local indicado, perto do hotel, no entanto tivemos de fazer um passeio improvisado, pois a empresa de ônibus contratada informou que por motivo de força maior o passeio teve de ser adiado para outro dia.
Ao receber a notícia decidimos fazer um passeio a pé, para conhecermos o centro de Atenas até o Museu da Acrópole, que não ficava muito distante. Todos ficaram satisfeitos com a alternativa sugerida pelo líder do grupo, certamente caminhar em locais tão bonitos e com uma temperatura muito agradável, seria muito interessante, como realmente foi.
Por fim chegamos no Museu da Acrópole, passando depois no Arco de Adriano, sempre parando nos lugares mais interessantes para fotografias. O arco de Adriano atravessa uma antiga estrada do centro de Atenas e foi construído por volta do ano 132 para celebrar o advento da chegada do imperador Adriano e honrá-lo por seus muitos benefícios a essa cidade.
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| Eu e Conceição no Arco de Adriano |
Outro ponto forte nesse passeio foi a visita ao prédio Legislativo de Atenas, na Praça Syntagma, onde acontece a cerimônia da troca da guarda a cada hora, ocasião em que os os militares andam em passos de marcha bem lentamente, como numa coreografia militar, evento semelhante à troca de guarda do palácio de Windsor, no Reino Unido. Nessa praça, em frente ao “túmulo do soldado desconhecido”, uma multidão de turistas apreciava a cerimônia de troca da guarda e muitos pombos sobrevoando a praça era um espetáculo à parte.
Em um certo momento resolvi filmar a revoada de pombos e um senhor que estava com um desses pássaros pousado no seu braço me ofereceu para segurá-lo também. Eu apenas agradeci e disse que não poderia pois estava filmando os pombos. Na verdade tive receio, sei que esses adoráveis pássaros podem transmitir uma doença letal e na ocasião lembrei da morte de uma querida amiga que havia falecido aos 32 anos de idade por ter sido contagiada pelo vírus transmitido por pombos.
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| Cerimônia da troca da guarda no Parlamento Helênico |
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| Vista do lado de fora do Museu da Acrópole |
No museu da Acrópole, onde existe um fantástico acervo de estátuas e artefatos encontrados nos sítios arqueológicos, pudemos tirar fotos onde no fundo da paisagem, lá no alto, estava a acrópole com toda sua imponência e beleza. Após a visita ao museu da Acrópole fomos a um restaurante ali mesmo no centro, para o almoço, ocasião em que pudemos conhecer a deliciosa gastronomia grega, com pratos típicos e muito saborosos, entre eles a conhecida salada grega e um prato preparado com carne moída, a famosa moussaka. A carioca Edna sugeriu esse prato, sendo esta a minha escolha para o almoço daquele dia, salada grega e moussaka.
Após o almoço decidimos, eu, Rosy e Arnaldo junto com o líder do grupo, retornar ao hotel de metrô pois havia uma estação bem próxima ao restaurante onde almoçamos. As demais integrantes do grupo preferiram continuar o passeio para compras em lojinhas no centro.
Retornamos ao hotel e à noite fomos jantar em um restaurante com música ao vivo, show com dança do ventre e outra dança típica grega com bela coreografia da música tema do filme Zorba, o grego. Antes passamos na praça Syntagma para ver a troca da guarda que acontece a cada hora no prédio legislativo.
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| Na praça Syntagma |
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| Show no restaurante com dança típica |
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| Show no restaurante com dança do ventre |
No dia seguinte, bem cedo, saímos para um cruzeiro em três ilhas gregas, partindo do cais no porto de Atenas em um barco médio super confortável. A primeira ilha a ser visitada foi Hydra. Eu estava intuindo que me sentiria mareada, posto que já havia ficado assim em outros passeios de barco. Meu sexto sentido foi certeiro, pois naquele dia o mar Egeu estava bastante agitado e fiquei muito enjoada, com ânsia de vômito. Por isso isolei-me no banheiro com um saco de vômito na mão. Menos mal que não havia me alimentado muito bem naquela manhã e com o estômago vazio só vomitei a água que havia tomado. No entanto passei mal e senti vertigem, chegando quase a desmaiar no banheiro do barco.
Fui socorrida por um funcionário do barco, que me levou para a proa. Quando avistei o mar, ao ser levada para a proa, senti novamente ânsia de vômito. Os amigos que estavam dentro do barco não sabiam do meu estado, apenas tinham conhecimento que eu estava nauseada e havia ido ao banheiro.
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| Desenho que fiz tentando retratar a visão que tive no barco |
Quando levada pelo funcionário do barco para a proa, ao ver o mar novamente fiquei nauseada e saí dali de volta ao banheiro que estava próximo, pois a visão das águas turbulentas do mar Egeu me fizeram ter outra ânsia de vômito. Fiquei ainda alguns minutos no banheiro e quando me senti melhor retornei ao local onde estavam os amigos, relatando a eles o que ocorrera comigo momentos antes.
Lembro que ao retornar do banheiro para o local onde o grupo encontrava-se, do lugar onde estávamos já avistava terra firme, pois a embarcação encontrava-se a poucos quilômetros da margem, onde avistei o mesmo cenário da visão do afogamento da mulher e uma menina. Ao longe, em terra firme, estava o mesmo monte que eu avistara na margem do local do afogamento, no entanto agora não estava nevado como na minha visão.
Alguém do grupo ofereceu um remédio para náusea que trazia na sua bolsinha de medicamentos. No entanto preferi comprar outro remédio mais adequado para aquele tipo de náusea ocasionada pelo balanço do barco, em uma farmácia na ilha de Hydra, onde estávamos aportando. Tomei o remédio e me senti bem melhor. Guardei a cartela do medicamento para tomar em outras ocasiões, pois nos dias seguintes eram previstos no roteiro outras viagens de ferry boat para Mykonos e Santorini, além de passeios em barcos menores para outras duas ilhas, Delos e Nea Kameni.
Depois de conhecer a encantadora ilha de Hydra, seguimos no mesmo barco para a ilha de Paros, (também uma belíssima ilha) e por fim até a terceira ilha, Aegina, conhecida como a ilha do pistache. Nessa última me perdi do grupo quando fui comprar alguns lanchinhos a base de grãos, mel e cereais, em uma loja perto do cais. Enquanto eu fazia o pagamento os demais do grupo saíram para outro local e fiquei sozinha. Liguei para alguém do grupo que me sugeriu esperar um pouco permanecendo onde estava, pois eles estavam voltando. Eu preferi não esperar e retornei ao barco, onde fiquei deitada em um banco lateral, pois estava meio sonolenta sob efeito do medicamento que tomara.
Outro fato curioso ocorrido no cruzeiro das três ilhas foi um vídeo que fiz quando estava dentro do barco. Minha intenção era filmar o mar Egeu e o sol que estava aparecendo entre as nuvens, pois naquela manhã o céu estava meio nublado. Fiz o vídeo às 8:21h, pouco tempo depois que embarcamos e antes de me sentir nauseada pelo balanço do barco.
Quando verifiquei as imagens filmadas vi que alguns objetos ou figuras circulares aparecem no céu. Fiz alguns prints do vídeo e enviei a um conhecido que estudou ufologia por muito tempo e tem conhecimento sobre análise de fotos de OVNIS. Então ele me informou que os pontos circulares vistos no vídeo são reflexos das luzes do barco, uma vez que a imagem foi filmada de dentro do barco, através da vidraça. Vejam e percebam como as imagens são semelhantes a uma pequena frota de discos voadores. Vejam no tempo 0:32s em diante e tirem suas próprias conclusões.
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| Print de imagem do vídeo |
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| Print ampliado de uma imagem do vídeo |
O retorno do passeio às três ilhas foi mais tranquilo, com muitas risadas e conversas. A mineira Lucia Regina parecia um personagem de programa humorístico com sua espontaneidade e bom humor. Não mais senti náuseas, no entanto preferi não almoçar no buffet servido no barco e apenas fiz um lanche bem leve. Retornamos a Atenas e à noite o jantar foi também uma refeição leve na lanchonete próxima ao hotel.
No dia seguinte, bem cedo, saímos com nossa bagagem menor (a outra mala ficou no depósito do hotel em Atenas), em um ônibus de turismo, para conhecer nos quatro dias seguintes as cidades de Olímpia, Delfos e Kalambaka com suas atrações, vivenciando uma jornada de conhecimento dos primórdios da antiga civilização ocidental.
Antes de chegar em Olímpia, passamos pelo Canal de Corinto, onde aconteceu a primeira parada. Aproveitei para comprar lanchinhos, barras de gergelim e mel, doces, grãos e passas. Quando me encontrava na fila do caixa, um paulistano também estava nesse local e verificando que eu era brasileira cumprimentou-me alegremente, perguntado qual minha cidade de origem. Respondi que era de Teresina-PI, enquanto ele informou que era de São Paulo, capital.
Após abastecer a mochila com os lanches, segui acompanhando o grupo junto com a guia do passeio, ocasião em que ela narrou a história do canal de Corinto informando sobre sua construção que perdurou por longos anos. Segundo a narrativa da guia a idéia de construir o canal surgiu ainda na Antiguidade. Péricles, Alexandre, Júlio César e Nero já sonhavam em construir, sendo este último quem deu início às escavações no ano 67 d.C. No entanto ficou ´só na escavação e depois abandonou o projeto. Muito tempo depois, cerca de 1.800 anos, finalmente foi concluído no ano de 1893, com projeto do engenheiro húngaro István Turr, financiado pelo banqueiro Andreas Syngros.
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| Canal de Corinto (foto de minha autoria) |
O canal de Corinto corta a Grécia continental, ligando o mar Egeu ao Mar Jônico, atravessando o Istmo de Corinto, transformando a península de Peloponeso em uma ilha. Possui medidas impressionantes, pois mede aproximadamente 6 km de comprimento, com apenas 21 metros de largura e paredes que chegam a medir 80 metros de altura. O canal impressiona pela ousadia da engenharia envolvida e hoje cerca de doze mil embarcações por ano o atravessam, em grande parte ligadas ao turismo.
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| Foto ilustrativa do canal de Corinto encotrada na Internet, desconheço a autoria |
Após conhecermos o canal de Corinto, visitamos o famoso teatro de Epidauro, ocasião em que pedi a um húngaro que ali se econtrava com sua esposa, para tirar uma foto minha no último degrau do teatro, onde nos encontrávamos, pois a visão de cima era muito bonita. Ele me informou sua nacionalidade e perguntou sobre a minha. Respondi ser do Brasil e a meu pedido ele tirou algumas fotos. Agradeci sugerindo que também poderia tirar fotos dele junto com a esposa. Ele aceitou e agradeceu. Apesar do meu inglês ser precário, conseguia me comunicar nesse idioma. Fiquei admirada, pois eram bastante idosos e conseguiram escalar todos os degraus do teatro, até o último, o que requer uma boa condição física e disposição.
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| No topo do Teatro de Epidauro |
Construído no século IV a.C. por Policleto, o Jovem, o antigo Teatro de Epidauro é um dos lugares mais surpreendentes de toda Grécia. Graças ao seu bom estado de conservação e à incrível acústica, esse antiguíssimo teatro continua sendo usado durante o Festival de Verão para eventos, e no centro dele, que tem forma circular, o palco é montado.
Naquela ocasião me dispersei do grupo e diante da multidão de turistas não conseguia ver o local onde estavam as amigas Conceição e Sandra, para que tirassem fotos minhas, de forma que passei a tirar somente selfs.
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| Vista do Teatro de Epidauro |
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| Em Micenas |
Após a visita ao teatro de Epidauro, fomos ao museu de Esculápio (ou Asclépio), que na mitologia é o deus da medicina e da cura. Passando pela cidade de Nafplio chegamos a Micenas para visita a acrópole pré-histórica, onde há a porta dos Leões e o túmulo de Agamênnon, o rei de Argos e de Micenas, que foi na sua época o comandante supremo do exército grego na guerra contra os troianos.
À tarde, atravessando o Peloponeso Central, chegamos em Olímpia, cidade de origem dos jogos olímpicos da antiguidade, onde jantamos e pernoitamos. Nesse dia jantei sozinha, o grupo ficou no hotel para o jantar servido no restaurante. Fiz apenas um lanche em um pequeno restaurante/lanchonete próximo ao hotel.
Por falta de atenção (acho que dormi no ônibus) não ouvi quando a guia do passeio informou que o jantar seria no restaurante do hotel. Portanto, após tomar banho e me trocar, procurei o grupo na recepção e como não vi ninguém imaginei que estavam em algum restaurante, nas proximidades do hotel. Procurei e não vi ninguém conhecido. Liguei para as amigas Conceição e Sandra, porém não puderam atender, talvez o celular estava desativado para receber ligação. Liguei para o líder, ele atendeu e me informou que o grupo já havia jantado no hotel e estavam indo para seus quartos, para o banho e recolhimento.
Eu havia tomado banho antes do jantar, logo que chegamos no hotel e por isso houve o desencontro com os demais do grupo, pois estes logo que chegaram fizeram um breve passeio para tirar fotos da cidade e depois foram direto para o restaurante do hotel. Minha falta ao jantar no hotel se deu principalmente pelo fato de me encontrar sozinha, sem parceria naquele momento, inexistindo alguém próximo para me lembrar sobre a informação dada pela guia, pois havia cochilado dentro do ônibus e não ouvi sobre isso quando ela informou ao grupo.
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