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14/08/2024

DIÁRIO DA VIAGEM À GRÉCIA (3)


 PARTE 3


Dias 25 e 26 e 27 de abril/2024 ( Olímpia, Delphos e   Kalambaka; visita ao complexo de Meteora com seus monastérios )


No dia seguinte à chegada em Olímpia, após o café da manhã pegamos o ônibus de turismo para visita guiada ao conjunto arqueológico do lugar onde nasceram os Jogos Olímpicos, onde também está localizado o Museu de Olímpia. Nossa guia chamada Helena falava pelos cotovelos, narrando no idioma espanhol  a história dos lugares visitados, demonstrando muito conhecimento sobre os fatos narrados. Ela  falava  espanhol com leve  sotaque grego, de forma que algumas vezes eu não entendia  sua fala. 


No sitio arqueológico de Olímpia

Estava chovendo quando o ônibus de turismo nos deixou em uma praça nas proximidades do museu e como eu não tinha capa de chuva decidi, junto com a mineira Rosy,  procurar em alguma lojinha ali perto, pois seria muito desagradável fazer o passeio encharcada. Porém os demais do grupo seguiram na chuva. Eu e Rosy nos abrigamos em uma lanchonete e aproveitei para tomar um cappuccino. 

Quando a chuva diminuiu saímos para comprar capa de chuva em uma lojinha e além das capas compramos alguns souvenirs. Na loja, uma pequena escultura em metal de um elmo espartano chamou nossa atenção. Foi amor à primeira vista,  sou fascinada por símbolos militares e nem pensei duas vezes,  comprei o lindo elmo para  por  na prateleira do meu home office, com  a certeza que esse símbolo serviria para inspiração no meu tabalho,  além de ser um símbolo de proteção (Não lembro bem, mas acho que a  Rosy também comprou outro para ela).  Pus a capa de chuva e  guardei na mochila  o elmo e os souvenirs. Percebi que a mochila ficou muito cheia, mas o ônibus não mais estava estacionado no local para que eu pudesse por dentro dele  os objetos comprados  que estavam fazendo muito volume na mochila. Tive de fazer o passeio com a mochila daquele jeito mesmo. 

O elmo espartano  servia como  protetor facial dos guerreiros e cavaleiros medievais. Ele simboliza  o adestramento, força, disciplina, organização, abnegação e humildade dos guerreiros espartanos,  os quais  foram os precursores das  doutrinas de Operações de Choque, e das tropas especializadas no mundo.

Há  uma canção da  compositora/cantora  inglesa Sia,  cujos versos do refrão falam sobre usar uma armadura e gosto  de ouvi-la  quando  estou trabalhando: 

"I put my armor on, show you how  strong I am/ I put my armor on, I'll show that I am/ I'm unstoppable/ I'm a posche with no brake/ I'm invencible/Yeah, I win every single game/I'm so powerful/I don't need batteries to play/I'm so confident/ Yeah, I'm unstoppable today"(...) .

Os versos desse refrão falam  de colocar uma armadura  mostrando assim  nossa força, como podemos  ser poderosos(as), invencíveis, confiantes e inquebrantáveis. Os cavaleiros medievais  tinham essas características, pois além da proteção física, eles possuíam um escudo extrafísico que os envolvia, o que os tornavam potencialmente invencíveis. Portanto o elmo  simboliza tanto a proteção física, como a espiritual.      

                                                                      

Elmo espartano adquirido em Olímpia

                                                                        

                           

Já preparadas para a chuva com as capas que compramos, atravessamos a praça que havia e fomos em direção ao museu onde o grupo estava. Encontramos primeiro a carioca Edna e depois os demais.  Fui chamada a atenção pelo fato de não ter seguido antes com todos do grupo e perdido o horário de receber da guia o ticket de  ingresso ao museu, preferindo ir depois devido à chuva. No entanto, o  fato de não ter recebido o ingresso antes foi superado e entrei no museu de Olímpia mesmo sem o ticket, pois como eu fazia parte do grupo e alguns  estavam retornando da visita, que já estava sendo encerrada, foi dispensada a apresentação de  ticket naquela altura dos acontecimentos.

No Museu de Olímpia

Após a visita ao museu de Olímpia fomos ao sítio arqueológico do lugar onde aconteceram os primeiros jogos olímpicos, nas proximidades do museu, em um passeio muito agradável apesar dos chuviscos. Tiramos bastante fotos, o lugar tem uma energia maravilhosa e cenário de tirar o fôlego. Em certo momento eu e Rosy começamos a cantarolar uma conhecida música inglesa e alguns estudantes que estavam fazendo excursão no local, os quais se encontravam atrás, começaram a acompanhar nossa cantoria com alguns passinhos de dança fazendo uma espécie de coreografia. Conceição, Sandra e Regina também se aproximaram quando passamos a cantar “Brasil, meu Brasil brasileiro“ e a dizer em uníssono “Brasil, Brasil, Brasil”, no que os estudantes também nos acompanharam.

Os estudantes passaram à nossa frente, quando viram que eu estava com uma mochila de uma  marca francesa começaram a falar com voz alta, em tom de brincadeira “BOMB, BOMB...”, acho que em alusão aos atentados terroristas na França. Talvez também pelo fato da minha mochila estar bem cheia, pois dentro havia a escultura metálica do elmo, garrafa de água, pacotinhos de lanches, a capa de chuva, boné, etc. Tinha muito coisa mesmo na minha mochila, menos uma bomba ... (risos).




Após  esse passeio fomos para o centro da cidade  e depois almoçamos  em um  restaurante mais adiante. Depois seguimos no mesmo ônibus de turismo com destino à cidade de Delphos, ocasião em que passamos pela ponte suspensa no Rio Antíron, a maior do mundo. Chegamos nessa cidade no final da tarde, ficamos hospedados em um hotel cuja vista do meu quarto era muito bonita, onde avistavam-se as montanhas e um lago  adiante, bem como o casario com sua arquitetura típica.

Vista da varanda do hotel em Delphos


No início da noite fomos para algumas compras nas lojas próximas ao hotel. Ao chegar em uma pequena loja o moço que nos atendeu, muito atencioso, olhava para mim com insistência e me elogiou em inglês dizendo que eu sou "very beautiful". Sei que a beleza que vemos em alguém é apenas o reflexo do nosso olhar, assim mesmo fiquei contente, pois um elogio sincero faz bem a nossa auto estima.  

É sempre  bom elogiar as pessoas  com sinceridade e enfatizar o que há de melhor nelas. Um elogio sincero sempre faz bem. Assim como as críticas  constantes  fazem bastante mal e minam nossa autoconfiança. Por isso é sempre importante verificar a diferença entre uma crítica construtiva e outra destrutiva. Isso é um lugar comum, sei que muitos sabem disso, mas  é  sempre  bom relembrar. 

Entrando em outra loja procurei  uma sacola para por as compras desse dia,  pois não cabia mais nada na minha mala. Quando vi ali uma de tecido onde havia o desenho de uma corujinha dourada  e a  seguinte frase " Eyes of my soul, always open, always sleepless" (olhos da minha alma, sempre abertos, sempre despertos). Comprei a sacola, adoro coruja, tenho uma pequena coleção delas e trouxe uma que adquiri em Atenas, com  os olhos iguais do amuleto conhecido como "olho grego"  que dizem  espantar  "mau olhado". A coruja simboliza sabedoria. Athena, deusa  da sabedoria,  tinha essa ave como mascote.

A frase na sacola é uma metáfora e  remete ao fato da coruja sempre estar  desperta durante a noite.  Eu também dormia  pouco à noite  nessa viagem. Normalmente meu sono  só chega por volta da meia noite e quando estou em hotel demoro mais ainda  para ter  sono. Dessa forma, só conseguia  "pegar no sono"  por volta da 1:30h  e sempre  acordava  bem cedo.  Por isso muitas  vezes  cochilava  durante o  dia, dentro  do  ônibus de passeio turístico. 



“Olhos da minha alma, sempre abertos, sempre despertos”


Corujinha com "olho grego"



Nas compras em Delphos


Após as compras jantamos em um restaurante típico, próximo ao hotel. Tomamos vinho, pois a temperatura estava agradável, em torno de doze graus, e nos deliciamos com a saborosa culinária grega.

                                                                  
No dia seguinte, após o café da manhã pegamos o ônibus de turismo para visita guiada com fone de ouvido (como os demais passeios), ao museu de Delphos, onde existe um fantástico acervo de estátuas e peças arqueológicas, entre elas a estátua de Sócrates em tamanho natural. Quando chegamos  no museu percebi que havia esquecido dentro do ônibus o folheto entregue pela guia, que servia também de ticket pois nele havia o QR code do ingresso.

Ticket/panfleto  do  ingresso no Museu de Delphos

Nessa ocasião a guia ligou para o motorista do ônibus que já estava estacionado mais adiante  e o  líder  me ajudou a chegar até a margem da rodovia onde o ônibus estava, quando encontrei o folheto no interior desse veículo, em cima do banco. Pensei comigo mesma: “Eu e minha constante e lamentável desatenção", passando a cantarolar baixinho a música “Lindo Balão Azul", que se tornou popular nos anos 80 na voz do grupo infantil “ Balão Mágico, composição de Guilherme Arantes : 

" (...) Eu vivo sempre no mundo da lua, tenho alma de artista sou ingênuo sonhador e romântico; Eu vivo sempre no mundo da lua, porque sou aventureiro desde o meu primeiro passo pro infinito; Eu vivo sempre no mundo da lua, porque sou inteligente se você quer vir com a gente, venha que será um barato ...”

Assim, em algumas ocasiões eu ficava desatenta de alguns detalhes práticos  ao meu redor, quando estava com meus pensamentos sem a devida atenção a certos aspectos menores, porém importantes, como o ingresso do museu em forma de panfleto.

Sou típica geminiana, tenho gêmeos em mercúrio, o deus alado. O elemento ar é predominante no meu mapa astral, portanto sou aérea por natureza. Vivo principalmente no mundo das idéias e tenho a tendência de perceber o mundo ao meu redor conforme a visão por mim idealizada, que no entanto pode não ser a mesma que se apresenta como realidade nua e crua. Por isso, às vezes para mim é difícil manter os dois pés no chão, principalmente nessa viagem à Grécia, onde literalmente "viajei” no mundo das idéias, do conhecimento, da cultura e da beleza. Isso é somente uma tendência natural vencida muitas vezes, pois quando é necessário sou muito prática e "meus pés ficam bem firmes no chão" percebendo a realidade tal qual se apresenta. No entanto  utilizo muito minha intuição  na percepção  da realidade.

                                          A guia Helena no museu de Delphos

Aqui cabe fazer um breve esclarecimento sobre a representação da deusa da Justiça, Themis, que é caracterizada com uma venda nos olhos. Algumas pessoas menos esclarecidas criticam esse fato, dizendo que a justiça é cega. Não é bem assim, a verdadeira justiça enxerga muito bem. A venda nos olhos da deusa que representa o arquétipo da justiça  é apenas uma alegoria sobre o fato do "agente da justiça", o aplicador da lei,  verificar o fato a ser julgado  com isenção e imparcialidade, não se deixando levar somente pelas aparências, procurando observar com o "terceiro olho", a visão interior,  o  sexto sentido da intuição. Portanto o julgador, no ato de  julgar,  deve também  sentir e não somente  verificar tecnicamente o caso concreto ao aplicar a  lei. Vejam que  sentença é uma palavra derivada de "sentir", tendo o radical latino "sent " de  sentimento. 

Por isso a justiça é personificada por uma deusa, pois o sentimento é da alçada do aspecto feminino do ser (lado direito do cérebro),  assim como outro aspecto dessa simbologia, a espada que a deusa empunha, é o aspecto racional e  masculino desse arquétipo (lado esquerdo do ´cérebro), simbolizando a ordem, disciplina e a aplicação da pena no caso concreto, quando ela se torna necessária. A espada representa a máxima contida no aforismo: "Dura Lex, sed Lex".

A balança que a  deusa segura simboliza o equilíbrio desses dois ascpectos, o feminino (sentimento) e  a razão (masculino), com a  eventual aplicação da pena ou sanção, a parte coativa da lei que comina pena ou recompensa. Portanto a balança representa o equilíbrio entre a razão e a emoção, que resulta no  sentimento  mais refinado, onde o(a) magistrado(a)  com o necessário equilíbrio desses dois ascpectos pode julgar o caso  com  neutralidade e imparcialidade. 

Existe um aforismo alquímico  que diz: "O equilíbrio é a base da Grande Obra". No meu outro blog de diversidades e mais  profissional (BLOG LEGAL) há um texto  sobre o arquétipo da Justiça (Clique AQUI e  veja). 



O raio de sol na self tirada no Oráculo de Delphos

Templo de Apollo ( Oráculo de Delphos)


Após a visita ao museu, seguimos para conhecer o sítio arqueológico onde encontra-se o oráculo de Delphos ou Templo de Apolo, que era considerado o “umbigo do mundo”. Durante mais de 15 séculos, do nascimento ao período final da cultura grega antiga, o Oráculo de Delphos serviu como local em que peregrinos vindos das mais diversas latitudes do mundo helênico consultavam as pitonisas, as sacerdotisas oraculares, para saber qual seu destino, da sua família ou da sua pátria. Delphos tornou-se um dos lugares sagrados mais venerados pelos gregos, sendo que suas previsões e predições tiveram enorme repercussão nos destinos de reis, de tiranos e de muita gente famosa daqueles tempos. 

Na entrada do templo de Apollo  existe a famosa frase que foi atribuída a Platão "Conhece-te a ti mesmo". No entanto Platão apenas  complementou o aforismo  do pórtico no oráculo de Delphos  e a frase de sua autoria é: "Conhece-te a ti mesmo e conhecerás os deuses e o  universo",  onde se deduz que somos  um microcosmo e guardamos semelhança com o  macrocosmo. Isso confirma o  que é dito nas escrituras sagradas de tradições religiosas,  que somos feitos a imagem e semelhança de Deus, onde Deus significa a "Força Criadora". 

Portanto temos em nós o "poder criador", sendo isso uma  grande responsabilidade, pois o que se  espera é  a criação  do bem, do bom e do belo  com a presença em nós dessa  "divindade" que temos em potencial.  Do contrário a criação será em desencontro com a divindade (não quero digitar as palavras aqui, mas evidente que  tais palavras seriam os antônimos de bem, bom e belo), ou seja, o lado  sombrio  da força.  Há uma frase que diz (não sei a  autoria): "Com nossos pensamentos, palavras e ações podemos criar uma estrela ou um buraco negro". 

Um fato curioso que ocorreu  no momento em que chegamos no oráculo de Delphos foi um escaravelho verde  que pousou na minha roupa. Sandra viu e me avisou. Como ela estava com seu celular na mão pedi para fotografar. Ela lembrou que esse besouro é sagrado para os egípcios,  significando proteção. O tipo que pousou na minha roupa é o verde e pesquisando vi que essa espécie se alimenta de  folhas, frutas e pólen. Sandra então disse que poderia ser um prenúncio da minha próxima viagem, quem sabe o Egito. 

O besouro pousado no peito e a dica no boné "go with the flow" 

Escaravelho verde

Também visitamos no mesmo local o templo de Athena, onde só resta o imenso e belo portal, com colunas no estilo Jônico. Alguém do grupo tirou uma foto minha nesse portal, sendo esta e outra foto no pátio do Monastério  Filerimos em Rhodes, as que eu mais gostei de todas as fotografias da viagem, além de uma self tirada da janela do hotel em Santorini.

No templo de Athena  



Sitio Arqueológico onde há o templo de Athena


Findas as visitas ao museu arqueológico e ao local do Oráculo de Delphos, fomos para Kalambaka, uma pequena cidade situada no complexo surpreendente de Meteora, com seus mosteiros ortodoxos localizados nas rochas. No meio do caminho paramos para almoçar em um restaurante situado na margem da  rodovia.

Chegamos em Kalambaka no final da tarde, uma cidade bem moderna e bonita. Jantamos no restaurante do hotel e após o jantar saí um pouco para conhecer as ruas próximas ao hotel, retornando em seguida para o quarto, pois na manhã seguinte, bem cedo, iríamos partir com destino ao complexo de Meteora.



No fundo da paisagem um monastério acima  da rocha íngreme

No  Complexo de Meteteora

Após o pernoite no hotel de Kalambaka, cujas instalações eram modernas e confortáveis, combinando com o estilo da cidade, tivemos um excelente café da manhã, onde foram servidos vários tipos de geléias, iogurte grego, pães e queijos de diversos tipos, bolos típicos, salsichas, linguiças, saladas de verduras com azeitonas, queijos e azeite de oliva, ovos mexidos e cozidos, bacon, tábua de frios,  cereais, frutas secas, etc. Um verdadeiro “pequeno almoço". Para beber servem café com leite, cappuccino, café puro, chocolate, além de várias opções de sucos. Este era geralmente o cardápio do breakfast em todos os hotéis, um pouco parecido com o café da manhã servido  nos hotéis no Brasil, porém com itens típicos da Grécia, como o iogurte, as geléias, saladas de verduras com  azeitonas. Alguns hotéis serviam feijão  no café da manhã, o que é muito estranho para nós brasileiros. Frutas em poucos hotéis, as mais comuns (laranja, maçâ e banana). Senti falta da diversidade de frutas que temos no Brasil. 

Na entrada do Monastério de Meteora


Chegamos no complexo de Meteora, onde as mulheres só entram com vestimentas  adequadas,  vestido comprido ou saia. Eu estava vestida com uma pantalona cargo, camiseta de mangas curtas e croped estilo corselet em cima da camiseta, além de uma jaqueta jeans. Também trazia uma pashmina na mochila e com ela improvisei um saiote sobre a pantalona. Muitas meninas também fizeram isso, as que foram usando calças compridas. Assim fiquei adequada para as visitas em dois monastérios de Meteora. O complexo é espetacular, em cima das rochas estão situados os monastérios ortodoxos localizados nas rochas gigantescas que sobem íngremes na planície de Tessália.

No terraço superior do monastério de Meteora


Após a visita aos monastérios e almoço em um restaurante próximo ao complexo, retornamos a Atenas. No dia seguinte saímos bem cedo, com o kit do café da manhã na mochila, com destino à ilha de Mykonos via ferry boat, saindo do porto de Atenas. A viagem foi muito agradável, nosso grupo era alegre  e bem humorado. Algumas vezes eu  sentia necessidade de recolhimento e compostura,  pois percebia que as conversas  e os risos constantes chamavam a atenção e por vezes incomodavam os outros turistas mais silenciosos, que se encontravam no local.

De todos nós o mais silencioso era o mineiro Arnaldo, esposo da Rosy. Ele sempre atento a tudo que se passava, muito observador como bom mineirinho, quando se manifestava era sempre de forma inteligente e educada. Eu também tinha meus momentos de silêncio, no entanto não resistia ao bom  humor  da Regina e ria muito das suas tiradas engraçadas.


                                                                          

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