PARTE 5
Dias 01 , 02 e 03 de maio/2024 ( Chegada em Santorini, compras no centro; visita ao sítio arqueológico de Akrotiri e à vila de Oia; visita à ilha Nea Kameni; voo de Santorini a Rhodes com escala em Atenas).
![]() |
| Igrejas ortodoxas com cúpulas azuis em Fira |
![]() |
| Uma self na janela do hotel ao chegar em Fira (Santorini) |
Ao chegar no hotel em Fira, capital de Santorini, depois de colocar a bagagem no quarto do hotel fui com todos do grupo almoçar no restaurante El Greco e após o almoço fomos conhecer o centro da cidade, para compras nas lojas que existem ali em grande número, com muitas opções de artigos típicos da ilha.
Depois fomos passear pelo centro e apreciar a beleza da capital de Santorini, com sua arquitetura típica. De imediato me apaixonei pela ilha, cujo clima na estação primaveril é muito agradável. Além disso não há vento forte como em Mykonos, somente uma leve brisa. Santorini era o lugar da Grécia que eu tive mais curiosidade de conhecer e minhas expectativas foram atendidas. A ilha é realmente adorável, não é à toa que seja um dos destinos turísticos mais procurados de toda a Europa.
![]() |
| Fira ( Santorini) |
![]() |
| Vista da varanda no hotel em Fira ( Santorini) |
![]() |
| Escultura interessante em um prédio de Fira |
![]() |
| Portal de Flores em Fira ( Santorini) |
Fira, a capital de Santorini, localiza-se no topo de um penhasco, de frente da lagoa da caldeira. Uma lenda popular diz que Santorini é vestígio de uma ilha do continente perdido da Atlântida, onde estava situada a capital desse continente, a cidade de Poseidonis. Platão narra sobre a cidade de Poseidonis na sua obra "A República", na parte do diálogo entre Timeu e Crítias, onde relata sobre uma civilização grandiosa que floresceu no território da Atântida, tecnologicamente avançada e espiritualmente elevada, que caiu em ruínas ao se afastar da ordem cósmica, mergulhando na arrogância e no materialismo, em contraste com a idealizada República descrita nessa obra do filósogo grego.
A narrativa de Platão foi baseada em uma tradição egípcia, que teria sido ouvido por ele de Solon, um legislador ateniense. Este por sua vez teria ouvido sobre a Atlântida quando visitou o Egito. Outras fontes afirmam que Platão, por ser um iniciado em escola filosófica esotérica, tomou conhecimento do continente atlante através dos ensinamentos iniciáticos.
Vale citar aqui uma frase de Platão, contida na referida obra: "Tente mover o mundo, mas comece movendo a si mesmo".
![]() |
| No centro de Fira |
![]() |
| Na varanda do hotel em Santorini |
Após o passeio pelas ruas de Santorini, com suas escadarias e turistas do mundo inteiro, retornei ao hotel sozinha. Conceição, que tem senso de direção bem mais aguçado que o meu, gentilmente ajudou a me situar, mostrando como retornar ao hotel. Chegando no hotel dei uma organizada na minha bagagem, pois havia comprado uma bolsa para bagagem extra das compras desse dia. Depois de tomar banho e me trocar fiquei na área da piscina do hotel lendo algumas mensagens no celular e enviando outras para a família.
![]() |
| No hotel em Fira (Santorini) |
![]() |
| No hotel em Fira |
![]() |
| No fundo a vista da ilha Nea Kameni |
A manhã do dia seguinte foi livre, sem passeios previstos no roteiro, e novamente fui juntamente com os demais do grupo ao centro comercial de Fira, próximo ao hotel, onde comprei mais alguns souvenirs. Passando em uma lanchonete para comprar água e lanche comprei também uma garrafinha pequena de Ouzo, uma bebida típica grega, que tem como principal ingrediente flor de anis. Quando cheguei em Teresina no final da viagem e provei um pouco dessa bebida, que trouxe na bagagem, achei deliciosa, porém tomei misturando a ela um pouco de água, pois é muito forte.
À tarde fui junto com o grupo ao sítio arqueológico de Akrotiri numa visita guiada, local onde existem vestígios de uma antiga cidade que foi enterrada pelas cinzas vulcânicas quando da erupção do vulcão Thera por volta de 1.600 a.C . A descoberta de Akrotiri através de escavações arqueológicas, revelou vestígios de uma cidade bem planejada e desenvolvida, com evidências de cerâmica e afrescos, demonstrando as habilidades artísticas dos antigos habitantes. Algumas notáveis descobertas no sítio de escavação incluem avançados sistemas de drenagem e edifícios de três andares.
Alguns historiadores sustentam que o desastre ocorrido nesse assentamento tenha sido uma das inspirações para a narrativa platônica da Atlântida.
![]() |
| Sítio arqueológico de Akrotiri |
Depois de Akrotiri seguimos para a vila de Oia onde assistimos ao deslumbrante por do sol com uma multidão de turistas que estavam lá com o mesmo objetivo. Todos os dias à tarde muitos turistas se reúnem na vila de Oia para assistir a esse espetáculo da natureza.
![]() |
| Por do sol em Oia |
Oia é uma vila relativamente pequena distante cerca de 15 km da capital Fira, com hotéis luxuosos e lojas sofisticadas. Segundo informação da guia do dia anterior quando chegamos em Santorini, Oia é o local mais “chique” da ilha. As casinhas brancas (não são todas desta cor, mas a maioria) e igrejas de cúpulas azuis, tanto em Oia como em Fira, dão um charme especial a essas duas cidades.
![]() |
| Vila de Oia ( Santorini) |
![]() |
| Multidão para assistir ao por do sol em Oia |
![]() |
| Gatinho do muro em Oia |
Depois de assistir ao por do sol, enfrentando a multidão conseguimos tirar algumas fotos e retornamos para Fira. Pena que não deu tempo para um passeio completo na vila de Oia e à noite, quando fiquei no quarto do hotel, vi no youtube um vídeo turístico dessa encantadora vila que compartilho aqui para quem tiver interesse em ver.
No dia seguinte, depois do almoço, saímos juntos do restaurante eu, o líder, Conceição e Sandra, estas últimas para visitar um museu ali perto. Eu e o líder fomos antes em uma farmácia para comprar alguns ítens de higiene e depois seguimos à procura do museu onde as professoras de Ourinhos estavam. Entretanto ao chegar em um museu ali existente vimos que sua porta estava cerrada, quando pedimos informações a uma pessoa e esta nos informou que esse museu encontrava-se fechado há bastante tempo. Então ficamos apreciando a bonita vista seguindo em direção a um cemitério que ficava próximo, onde havia uma igrejinha de cúpula azul, ocasião em que tiramos algumas fotos da paisagem.
Depois tive conhecimento através da Conceição, que o museu visitado por ela e Sandra era outro que estava aberto. Portanto, diante desse desencontro perdi a visita ao museu, porém conheci o cemitério de Santorini com sua bonita igrejinha de cúpula azul.
![]() |
| Passeio no cemitério em Fira (Santorini) |
![]() |
| Cemitério de Fira (Santorini) |
À tarde o grupo foi ao passeio na ilha de Nea Kameni, onde há um vulcão ativo. Eu e Sandra decidimos ficar no hotel, pois não tivemos interesse nesse passeio. No entanto os demais integrantes do grupo, ao retornarem do passeio disseram que foi espetacular, com paisagens belíssimas e o por do sol magnífico.
Algo que me encantou em Santorini foi a forma fraterna e carinhosa como os turistas são tratados, pois no meu caso senti assim. Lembro que no segundo dia em Fira, depois do café da manhã, a proprietária do hotel onde nos hospedamos, de forma carinhosa e espontânea me deu um abraço dizendo “beautiful lady” (nesse hotel a própria família de proprietários trabalha na recepção, mãe e filho). Eu agradeci ao elogio e carinho da simpática senhora. No dia seguinte, na saída do hotel, após o check out ela também me deu um abraço de despedida. O povo grego é muito espontâneo, hospitaleiro e afetuoso. Achei alguma semelhança, nesse aspecto, com o povo do nordeste do Brasil.
Na última noite em Santorini fizemos uma pequena confraternização na área da piscina do hotel, com petiscos e vinho. Em seguida fui para o quarto para terminar de organizar a bagagem e na manhã do dia seguinte, bem cedo, segui para o aeroporto junto com os demais do grupo, com destino a ilha de Rhodes. Na sala de embarque, quando estava esperando o horário do voo, sentados na minha frente encontrava-se um casal de franceses, quando ele me perguntou “Tu est française“? Eu não falo francês, mas o básico entendo um pouco e por isso respondi “Non, je suis brésilienne”. Verificando que minha pronúncia em francês não era muito boa, repeti em inglês: " I'm brazilian ". Acho que ele perguntou porque eu usava um tênis e portava uma mochila de uma conhecida marca francesa.
Embarcamos para Rhodes e quando saímos do avião, no desembarque, uma comissária de voo distribuiu a todos os passageiros uma vela de aproximadamente 30cm, amarrada ao meio com uma fita azul, pois aquele dia era sexta-feira santa. Logo imaginei que serviria para acender na procissão após a missa de páscoa em alguma igreja ortodoxa em Rhodes, aos passageiros que teriam interesse em assistir a missa nesse dia. Lembrei que a prática de acender velas tem o elemento fogo simbolizando transformação, purificação e renovação. Portanto fiquei muito entusiasmada para participar da procissão, caso isso fosse possível.
Seguimos para o hotel em Rhodes com traslado no ônibus contratado pela empresa de turismo e no percurso do aeroporto até o hotel percebi que a capital da ilha de Rhodes é uma cidade moderna, de médio porte, e a arquitetura da área residencial de parte do percurso percorrido até o hotel lembra muito algumas cidades do sul do Brasil, aquelas onde houve colonização italiana. Ao chegar no hotel percebi que era o melhor de todos que nos hospedamos na Grécia, onde da varanda do quarto eu via um pedacinho do mar Egeu.
![]() |
| Vista da varanda do hotel em Rhodes |
![]() |
| Rota dia 03 de maio - Saída do Hotel em Fira ao Aeroporto de Santorini com rota Fira/Atenas /Rhodes |
***

.jpeg)



.jpeg)





.jpeg)










.jpeg)
